Tentava uma leveza semelhante a da meninice distante.
Uma caixa próxima à cama abafava as muitas tentativas rebuscadas em reminicências.
Desde a infância fôra lançada às asperezas de um mundo real.
Agora, olhava o companheiro com seu ato desleal.
Gostava de poucas pessoas.
Tinha pouquíssimos amigos.
E gostava da solidão.
Amava a natureza.
Amava as crianças.
Amava a si e até, talvez, amasse aquele homem.
Quando gostava de alguém, gostava.
Quando não gostava, deixava pra lá.
Mas não apreciava proximidades.
Por uma ligação e alguns meses, viu-se uma tola.
Viu-se uma pessoa não fácil de se lidar.
Encarou a rasgadura na cortina.
Mais um sinal...
terça-feira, 24 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Confiança
Quando você confia em si próprio e no querer bem que existe em você, as outras pessoas acabam revelando-se, naturalmente, a você.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Canseira
Tem dias como o de hoje que é só canseira.
Canseira de tudo e de todos.
E tem tanta coisa desnecessária.
E tanta gente chata.
Canseira que cansa de tanto cansaço.
Um saco.
Canseira de tudo e de todos.
E tem tanta coisa desnecessária.
E tanta gente chata.
Canseira que cansa de tanto cansaço.
Um saco.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Percepção
Nenhum temor mais permaneceu. Naquele instante, concedeu-se a passagem. Fez-se. Não havia o que contrapesar. Conhecer suas limitações a tranquilizava. Ao abrir a porta do apartamento, apoiou a bolsa numa poltrona próxima, tirou os sapatos e em pé permitiu que as imagens de agora tornassem o presente. A certa distância era noite mas, naquela claridade, a tarde nem havia chegado. Hoje, Maria Cecília não temia mais a afeição que manava de si. Percebeu um novo silêncio:
- Agora, não serei mais inquilina de mim.
- Agora, não serei mais inquilina de mim.
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